terça-feira, 28 de agosto de 2012

LIFE IS A LOOP
EM LONDRINA


O Club Kalahari recebe o trio mais famoso da cena eletrônica nacional nessa sexta-feira,
dia 31 de agosto. 

Grandes DJs se distinguem por possuírem a capacidade de reunir uma série de qualidades singulares. Técnica, conhecimento musical, repertório variado e uma leitura correta de cada pista normalmente são algumas das características que notabilizam os melhores artistas. O gaúcho Fabrício Peçanha é um caso raro no qual todas estas qualidades não apenas se encontram como ainda se somam ao intangível: além de possuir tudo que se espera de um grande DJ, sua presença e carisma fazem com que suas apresentações sejam consideradas verdadeiras experiências, capazes de transformar sets em lendas e de converter pistas inteiras a condição de fãs.

Fabrício foi um dos pioneiros na música eletrônica nacional, mais especificamente em sua cidade natal, Porto Alegre. Começou a tocar profissionalmente no início da década de 1990 no reduto embrionário da cena gaúcha, o clube Fim de Século. Logo começou a se destacar no então novo cenário de DJs brasileiros.

Com poucos anos de carreira Peçanha já fazia turnês por países como Argentina, Estados Unidos e México, além de ser uma presença constante nos principais clubes e festivais de seu país. Foi um dos únicos DJs a estar presente em todas as edições do festival Skol Beats, maior evento de música eletrônica da história do Brasil. Já se apresentou em festivais massivos como SWU e Planeta Atlântida, e na Argentina foi o primeiro brasileiro a se apresentar no Creamfields, festival de importância fundamental para a cena latino-americana.

Fabrício Peçanha foi um dos poucos brasileiros a figurarem na lista de melhores DJs do mundo da revista britânica DJ Mag, e por quatro anos consecutivos foi eleito o melhor DJ do Brasil em votações promovidas por grandes publicações brasileiras: em 2006 e 2007 na Cool Magazine e 2008 e 2009 na revista House Mag. Se apresentou em clubes lendários como o Coccoon, na Alemanha, Avalon, em Los Angeles, e DC10 e Amnesia, na ilha de Ibiza. China, Peru, Uruguai, Suíça, Inglaterra e Alemanha são alguns dos países por onde se apresentou No Brasil, é residente do Warung, casa que constantemente figura nas listas de melhores clubes do mundo.

A característica mais marcante das apresentações de Fabrício Peçanha, no entanto, é difícil de ser traduzida através de palavras. Trata-se de uma troca que artista e público protagonizam com reciprocidade espontânea e verdadeira. Uma relação intensa que é capaz de deixar marcas profundas em quem escuta os sets.  E se faltam modos de explicar a magia que toma conta destas apresentações, sobram exemplos, como o dos fãs argentinos que por diversas vezes empunharam, em plena pista de dança, uma imensa bandeira brasileira com o nome do músico estampado. Ou ainda quando toda uma tenda surpreendentemente se abaixou, como que reverenciando o DJ, durante seu set em uma das edições do Skol Beats.

Suas produções próprias, que desde o início de sua carreira se destacam, a exemplo da faixa “Cordel”, lançada em 2001, mostram a faceta autoral do músico, que a cada ano segue lançando novos trabalhos. “Swing It” e “Mikrobass”, lançadas em 2010, foram remixadas por diversos produtores e ganharam o mundo através do site de vendas Beatport.

Hipnotizando multidões, influenciando gerações e, principalmente, cativando nas pessoas a força peculiar da música, Fabrício Peçanha segue, há mais de uma década, construindo uma história inspiradora dentro da música eletrônica brasileira.


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